É o Bicho 2.0
Guia do Professor
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Apresentação

A Matemática está presente nas mais diversas situações sociais, seja dentro ou fora da escola. Sendo assim, os conceitos matemáticos precisam ser ensinados considerando o letramento matemático, ou seja, levando as pessoas, de maneira geral, a saberem utilizar o conhecimento matemático em problemas da vida real, utilizando a criatividade e o pensamento crítico.

Fonte imagem: freepick.com

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera que o letramento matemático é definido a partir das “competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em uma variedade de contextos” (BRASIL, 2017, p. 222).

Portanto, o ensino de matemática, com foco no letramento matemático, pode contribuir com o desenvolvimento do pensamento lógico e crítico, do espírito investigativo e, ainda, aguçar a curiosidade e o prazer em aprender matemática. Desta forma, uma abordagem esperada dos conteúdos matemáticos na escola pressupõe reflexão diante da questão do papel dos conteúdos e de como desenvolvê-los para atingir os objetivos propostos.

Uma abordagem metodológica possível de ser utilizada para desenvolver competências e habilidades previstas pela BNCC contempla o uso de tecnologias digitais para acessar e produzir informações e conhecimentos e resolver problemas.

O uso de tecnologias digitais para fins educacionais pode trazer vantagens como: a facilidade de visualização e representação de gráficos; as simulações de situações reais; o trabalho em contextos investigativos; a produção de conteúdo e informação; entre outras (CASTRO, 2012). Devido a essas possibilidades, a tecnologia, combinada com as vantagens que as múltiplas representações oferecem, apresenta características igualmente importantes: dinamicidade e interatividade (CASTRO, 2016).

Considerando esses pressupostos, os Recursos Educacionais Digitais (RED) criados para este projeto buscam desenvolver conceitos matemáticos a partir de narrativas que consideram contextos reais e fictícios, explorando sua utilização em situações cotidianas. As narrativas contribuem para a exploração de diferentes contextos a partir do uso de múltiplas linguagens e, juntamente a mecânicas (aquisição de recursos, feedback, desafios, recompensas) e componentes do jogo (avatar, bens virtuais, conquistas, conteúdos desbloqueáveis, emblemas/medalhas), podem contribuir para o engajamento e interesse dos estudantes em explorar e realizar as atividades propostas nos RED.

Responsável: Projeto MIDE
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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    Objetivos
    O RED visa contribuir para o desenvolvimento das seguintes habilidades listadas na BNCC:
    Ref. Habilidade
    EF03MA03 Construir e utilizar fatos básicos da adição e da multiplicação para o cálculo mental ou escrito;
    EF03MA05 Utilizar diferentes procedimentos de cálculo mental e escrito para resolver problemas significativos envolvendo adição e subtração com números naturais;
    EF03MA06 Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando diferentes estratégias de cálculo exato ou aproximado, incluindo cálculo mental.
    EF03MA10 Identificar regularidades em sequências ordenadas de números naturais, resultantes da realização de adições ou subtrações sucessivas por um mesmo número, descrever uma regra de formação da sequência e determinar elementos faltantes ou seguintes.
    EF03MA12 Descrever e representar, por meio de esboços de trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a movimentação de pessoas ou de objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com base em diferentes pontos de referência;
    EF03MA26 Resolver problemas cujos dados estão apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras ou de colunas.
    EF03MA27 Ler, interpretar e comparar dados apresentados em tabelas de dupla entrada, gráficos de barras ou de colunas, envolvendo resultados de pesquisas significativas, utilizando termos como maior e menor frequência, apropriando-se desse tipo de linguagem para compreender aspectos da realidade sociocultural significativos.
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    Atividades com o RED

    O trabalho com o RED É o Bicho 2.0 é uma atividade gamificada que possibilita trabalhar conceitos como: agrupamento, quantificação, sequência numérica, resolução de problemas aditivos, representação de dados em tabelas e gráficos, orientação e deslocamento, entre outras possibilidades. Lembre-se de que, como a atividade se apropria de elementos típicos de jogos, como pontuações, recompensas e feedbacks, é importante que os alunos se sintam engajados em participar voluntariamente do jogo.

    Tempo previsto para a atividade

    50 minutos

    Materiais necessários
  • Computadores equipados com mouse e teclado.
  • Aplicação do RED disponível para execução.
  • Procedimentos para a atividade

    Para viabilizar a utilização do recurso, é importante que você já tenha uma experiência direta com ele, reconhecendo a usabilidade (botões, teclas de ajuste, funcionamento das atividades) e a forma de avaliação e feedback de cada desafio. No dia planejado para a atividade com o RED, use laptops ou leve os alunos ao laboratório de informática. Inicie uma breve conversa com a turma para retomar as atividades e discussões realizadas em sala de aula. Em seguida, dê as orientações que julgar necessárias para auxiliar os alunos na utilização do RED. O trabalho em duplas pode ser interessante, pois possibilita que os alunos troquem informações sobre as atividades e discutam os problemas entre si. Acompanhe e observe como os alunos estão resolvendo as situações propostas.

    Avaliação

    É muito importante que a avaliação seja mediadora da aprendizagem, ou seja, que o professor acompanhe cada aluno no momento da interação com o objeto. Deve ser avaliado se os alunos estão superando suas próprias dificuldades e se estão procurando colaborar com o colega, a fim destes também progredirem. A avaliação deve ser qualitativa, logo não é necessário se preocupar com aspectos quantitativos. O importante é perceber se os alunos estão se apropriando dos conceitos trabalhados e se serão capazes de utilizar esses conceitos em outras situações-problema quando solicitados.

    É importante observar as hipóteses levantadas para a solução de cada situação proposta e o progresso individual alcançado pelos alunos. Como em toda avaliação, o professor deve ficar atento para identificar aqueles que estão tendo dificuldades em perceber tais conceitos e se colocar como mediador criando situações de contextualização.

    Dessa maneira, a avaliação será uma forma de identificar quais alunos conseguiram compreender os conceitos matemáticos, quais alunos tiveram dificuldades e, a partir disso, propor meios para que consigam superar as dificuldades na construção desse conhecimento.

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    Materiais Complementares
    Leituras
    • CASTRO, J. B.; CASTRO-FILHO, J. A. Desenvolvimento do pensamento estatístico com suporte computacional. Educação Matemática Pesquisa. São Paulo, v.17, n.5, p. 870 – 896, 2015. Disponível aqui.

    • SANTANA, E. R. S. Adição e subtração: o suporte didático influencia a aprendizagem do estudante? Itabuna: Via Litterarum, 2012. 235p. Disponível aqui.

    • SANTANA, E. R. S.; LIMA, D. C. Teoria dos Campos Conceituais. In: LAUTERT, S. L.; CASTRO-FILHO, J. A.; SANTANA, E. R. S. (Orgs.). Ensinando multiplicação e divisão do 1º ao 3º ano. Itabuna: Via Litterarum, 2017. 120p. Disponível aqui.

    RED
    • Construção de gráficos e tabelas. Disponível aqui.

    • Seguência numéricas. Disponível aqui.

    Referências

    • BRASIL. Relatório Saeb (Aneb e Anresc) 2005-2015: panorama da década. 2018. Disponível em: http://download.inep.gov.br/educacao_basica/saeb/2018/documentos/livro _saeb_2005_2015_completo.pdf. Acesso em: 7 maio 2018.

    • CASTRO, J. B. O uso de objetos de aprendizagem para a construção e compreensão de gráficos estatísticos. 2012. 215f. Dissertação (Mestrado em Educação Brasileira) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012.

    • CASTRO, J. B. Construção do conceito de covariação por estudantes do Ensino Fundamental em ambientes de múltiplas representações com suporte das tecnologias digitais. 2016. 275f. Tese (Doutorado) – Curso de Doutorado em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2016.

    • NUNES, T.; CAMPOS, T. M. M.; MAGINA, S.; BRYANT, P. Introdução à educação matemática: os números e as operações numéricas. São Paulo: Editora PROEM, 2005.

    • VERGNAUD, G. Teoria dos campos conceituais. In: NASSER, L. (Ed.). SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 1, 1993, Rio de Janeiro. Anais do Seminário Internacional de Educação Matemática. p. 1-26.

    • VERGNAUD, G. Multiplicative conceptual field: what and why? In: GUERSHON, H.; CONFREY, J. The development of multiplicative reasoning in the learning of mathematics. Albany, N.Y.: State University of New York Press, 1994. p. 41-59.

    • VERGNAUD, G. The nature of mathematical concepts. In: NUNES, T.; Bryant, P. Learning and teaching mathematics, an international perspective. Hove (East Sussex): Psychology Press Ltd., 1997.

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    A Matemática está presente nas mais diversas situações sociais, seja dentro ou fora da escola. Sendo assim, os conceitos matemáticos precisam ser ensinados considerando o letramento matemático, ou seja, levando as pessoas, de maneira geral, a saberem utilizar o conhecimento matemático em problemas da vida real, utilizando a criatividade e o pensamento crítico.

    Fonte imagem: freepick.com

    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) considera que o letramento matemático é definido a partir das “competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em uma variedade de contextos” (BRASIL, 2017, p. 222).

    Portanto, o ensino de matemática, com foco no letramento matemático, pode contribuir com o desenvolvimento do pensamento lógico e crítico, do espírito investigativo e, ainda, aguçar a curiosidade e o prazer em aprender matemática. Desta forma, uma abordagem esperada dos conteúdos matemáticos na escola pressupõe reflexão diante da questão do papel dos conteúdos e de como desenvolvê-los para atingir os objetivos propostos.

    Uma abordagem metodológica possível de ser utilizada para desenvolver competências e habilidades previstas pela BNCC contempla o uso de tecnologias digitais para acessar e produzir informações e conhecimentos e resolver problemas.

    O uso de tecnologias digitais para fins educacionais pode trazer vantagens como: a facilidade de visualização e representação de gráficos; as simulações de situações reais; o trabalho em contextos investigativos; a produção de conteúdo e informação; entre outras (CASTRO, 2012). Devido a essas possibilidades, a tecnologia, combinada com as vantagens que as múltiplas representações oferecem, apresenta características igualmente importantes: dinamicidade e interatividade (CASTRO, 2016).

    Considerando esses pressupostos, os Recursos Educacionais Digitais (RED) criados para este projeto buscam desenvolver conceitos matemáticos a partir de narrativas que consideram contextos reais e fictícios, explorando sua utilização em situações cotidianas. As narrativas contribuem para a exploração de diferentes contextos a partir do uso de múltiplas linguagens e, juntamente a mecânicas (aquisição de recursos, feedback, desafios, recompensas) e componentes do jogo (avatar, bens virtuais, conquistas, conteúdos desbloqueáveis, emblemas/medalhas), podem contribuir para o engajamento e interesse dos estudantes em explorar e realizar as atividades propostas nos RED.